quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Rainha da Praia


O Rainha da Praia 2009 vai colocar em quadra as principais atletas do vôlei de praia brasileiro, representando a força máxima do esporte. Na disputa pela coroa, estarão oito jogadoras, sendo as sete primeiras do Circuito Brasileiro de vôlei de praia – Larissa, Talita, Renata, Vivian, Maria Clara, Carol e Maria Elisa. De convidada, Sandra Pires, que participou de todas as edições do torneio. O Rainha da Praia acontece nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, abrindo a temporada do esporte no país. As partidas serão disputadas na arena construída em frente à Rua Paul Redfern, em Ipanema, e a entrada é gratuita. O canal SporTV 2 transmite os jogos. Foto Maurício Kaye

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Treinos


As tricampeãs brasileiras e mundiais, Juliana e Larissa, começaram o ano com objetivos diferentes. Enquanto Juliana intensifica seu programa de reabilitação para voltar a jogar, após a cirurgia que realizou ano passado no joelho direito, Larissa busca melhorar seu condicionamento físico para disputar o torneio Rainha da Praia.
A competição acontecerá a partir do dia 31, na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Hoje, (21/01), a dupla realizou um trabalho forte na areia da praia de Porto das Dunas, em Fortaleza, e Juliana já começou a fazer exercícios que exigem saltos, mas ainda sem contato com bola. A expectativa da comissão técnica é que, na semana que vem, ela possa ser liberada para treinar simulações de jogo. "Além do reforço muscular, dos treinos técnicos e de fundamentos com bola, Juliana começou a fazer circuito de saltos, ultrapassando obstáculos. Fixamos uma bola na altura que ela sobe para atacar e fazemos exercícios para que se adapte aos movimentos do jogo. Sua recuperação tem sido excelente e nossa expectativa é que ela seja liberada totalmente na semana que vem. Tudo está programado para que Juliana volte a jogar em alto nível e vamos seguir o planejamento, sem pressa. Já Larissa está se dedicando muito e treina para disputar o Rainha da Praia", disse o técnico Reis Castro. "Nos treinos de saltos, ainda não posso usar a bola, mas estou radiante com meu rendimento. É provável que eu seja liberada para treinar normalmente, inclusive fazendo ataques com bola, na semana que vem. Mas isso ainda não significa que estarei pronta para competir. A partir daí, terei que melhorar meu condicionamento físico, seguir com o trabalho de reforço muscular e intensificar os treinos técnicos", contou Juliana. Larissa está animada para disputar o Rainha da Praia na semana que vem. Campeã em 2007 e vencedora do Desafio das Rainhas no mesmo ano, ao lado de Juliana, ela espera superar a falta de ritmo de jogo com disposição e melhorar seu condicionamento físico para lutar pelo título. No ano passado, o torneio não estava no planejamento olímpico de Juliana e Larissa e, por isso, não participaram. "Voltei das férias há pouco tempo, estou treinando há uma semana e sei que não estarei nas melhores condições físicas. Mas vou jogar o Rainha da Praia e estou animada para a temporada, principalmente porque vejo diariamente a evolução da Juliana. Estarei no Rio na semana que vem para participar desse torneio que é tradicional, organizado e gostoso de disputar. O grande lance é jogar bem com todas as parceiras e espero me superar para chegar à final", afirmou Larissa.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Rainha da Praia


A semana foi de treinos intensos para as oito jogadoras que vão disputar a 11ª edição do Rainha da Praia. Depois de um mês longe das bolas, elas recomeçaram a rotina de mesclar a parte física com o treinamento técnico. Com isso, a praia voltou a ser local de trabalho no período da manhã. O fato é que ninguém abre mão de chegar ao Rainha da Praia no ponto. A disputa pela majestade será realizada nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, na Praia de Ipanema, em frente à Rua Paul Redfern, no Rio. No sábado os jogos começarão às 10h. A final, no domingo, será às 11h. O SporTV transmite as partidas. Larissa, que está de volta à competição depois de não ter participado da última edição, não está medindo esforços para reconquistar a coroa que foi sua em 2007. “Comecei a treinar na segunda-feira e estou toda doída. Nenhum atleta joga para perder e a vitória virá como consequência se eu jogar bem. Para isso é preciso treinar bastante. Estou me esforçando muito”, afirma a jogadora, que ganhou uma motivação extra: a volta da parceira Juliana aos treinos.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

TABELA RAINHA DA PRAIA

RAINHA DA PRAIA 2009 Sábado - 31 de janeiro - 10h
Larissa / Renata x Maria Clara / Maria Elisa
Talita / Carol x Vivian / Sandra
Larissa / Maria Clara x Renata / Maria Elisa
Talita / Vivian x Carol / Sandra
Larissa / Maria Elisa x Renata / Maria Clara
Talita / Sandra x Carol / Vivian

Grupo A - Larissa, Renata, Maria Elisa e Maria Clara
Grupo B - Vivian, Sandra, Carol e Talita

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Entrevista A TRIBUNA - Santos

"O que é meu está guardado"

Entrevista: Juliana Felisberta SilvaJogadora de vôlei de praia
TED SARTORI
Juliana é, acima de tudo, uma forte. Parafrasear a famosa frase de Euclides da Cunha, de seu livro Os Sertões, não é exagero. A jogadora santista de vôlei de praia está prestes a voltar aos treinamentos fortes com bola, ao lado da parceira Larissa, depois da lesão no joelho direito, que a tirou da Olimpíada de Pequim ­ Ana Paula foi a substituta. E não se entregou em nenhum momento. Londres? Bem, um passo de cada vez. "Vou pensar ano a ano e batalha por batalha", sentenciou. É a Guerra de Canudos particular de Juliana.
Nessa volta aos treinos, muita saudade da areia e da bola de vôlei, depois de tanto tempo no Departamento Médico?
Pois é, praticamente seis meses, mas ainda não é treino mesmo. Pode-se dizer que é como se fosse uma recreação para criança. Ainda estou começando a dar meus primeiros passos. Na realidade, foi meu primeiro contato com a bola. Nada de treino forte ou saltos. Nada disso. Deram apenas o doce para a criança, para que eu realmente tivesse contato com a bola.
Como foi esse primeiro contato?
Infelizmente já passei por isso uma vez, seis anos atrás, em uma lesão exatamente igual, só que no joelho esquerdo. Então, a chance de poder voltar lentamente a fazer algo que eu fazia e gosto, é uma satisfação, assim como é estar perto de todos da equipe. Todos querendo acabar o treino e eu querendo mais um pouquinho. Pediram calma porque eu vou treinar muito ainda neste ano.
E os treinos com a Larissa? Quando recomeçam?
Acho que lá pelo dia 20, daqui a uma semana. É para que eu possa ter um pouco mais de confiança.
Como não foi a primeira vez, encarar a recuperação foi menos doloroso?
A primeira vez a gente nunca esquece. A gente fica mais cautelosa, com mais medo. Agora eu sei até onde posso ir: quando eu sentir dor, dou uma parada, mas graças a Deus não está acontecendo isso agora.
Nesses seis meses de recuperação, houve um momento em que você ficou desestimulada?
O primeiro mês é horrível. Você não anda direito e sente muita dor. E ainda coincidiu com o período da Olimpíada. Considero um estado como se fosse uma grávida: tudo que se faz, fica vulnerável, com os sentimentos à flor da pele. No segundo mês que você começa a andar, parece que se nasce de novo, querendo fazer tudo que o fazia antes.
Claro que havia a sua torcida pes- soal pela Larissa e a Ana Paula, que entrou em seu lugar, mas ficava aquela sensação de que era você que tinha de estar lá e não a Ana Paula?
Eu sou muito consciente. Nada acontece por acaso. Se havia alguém no meu lugar, é porque não era a minha vez. Sou paciente em esperar. Ninguém mais do que eu merecia estar lá, mas o que é meu está guardado e é o que me conforta.
A volta lenta aos treinos também coincide com o início do ciclo olímpico para Londres. Já está pensando nisso?
Realmente penso em 2012, mas quero primeiramente voltar a fazer com qualidade o que eu fazia e a ganhar novamente. Vou pensar ano a ano e batalha por batalha. Lógico que há um objetivo lá na frente, mas não vou querer atropelar as coisas.
FUTURO
Desde os 18 anos em Fortaleza (antes, passou por Natal, terra-natal dos pais, por uma década), Juliana sente saudades de parte da família que ainda reside em Santos (duas irmãs e três tios ainda moram) e de outras particularidades. "Eu adoro a Cidade. Posso andar pelos canais, comer pastel e tomar caldo de cana. Me sinto bem. Como Santos tem a melhor qualidade de vida para pessoas da terceira idade, quem sabe eu não possa ir velhinha para aí", comentou.
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